Relacionamentos, não os complique ainda mais


Relacionamentos é sem dúvida uma dos maiores problemas que os clientes apresentam durante a seção de terapia.

Problemas com filhos, marido, esposa, irmãos... conviver não tá fácil para ninguém. Mas, também, por que complicar tanto, né?

Não complique muito a sua vida. Já estamos sob muita pressão. Você não precisa querer resolver tudo de uma vez, mas em matéria de relacionamento, precisa parar de complicar ainda mais. Você gosta da pessoa? Então, você gosta e ponto.

Ah...mas ele(a) é assim, assim, assado, cozido... e lá vem o rosário de queixas. Mas, você não gosta? Então aceite-(o)a como ele(a) é. Pare de se torturar, pare de querer que a pessoa seja como você gostaria que fosse, pare de tentar controlar e mudar as outras pessoas. Mude você!

E, pare com essa tolice de esperar que a pessoa te retribua da mesma maneira. Entenda, você nunca vai saber se a outra pessoa te ama na mesma intensidade que você a ama. Não dá pra medir. Ninguém vem com um marcador digital de amor instaladona testa. Portanto, você só pode saber o quanto você ama, não o outro.

Cada um, tem o seu jeito de amar e sua medida. Da mesma maneira, cada ser tem seu jeito de demonstrar que ama. Uns demonstram mais, outros menos; uns falam mais outros se calam quando estão perto de quem realmente amam, porque basta a presença do ser amado. Então, abra a sua cabeça! Saia de sua mente limitada e deixe que seu coração conduza a experiência.

Não existe jeito certo de se relacionar, de amar ou de expressar seus sentimentos. As vezes pode ser doloroso ver que amamos mais do que somos correspondidos ou que gostamos de uma pessoa cujas atitudes são controversas. Porém, gostamos dela assim e pronto! Isso não significa que vamos aceitar tudo ou ceder só porque a amamos.

Eu me lembro uma vez, de uma cliente, cujo marido tinha problemas com álcool. Uma vez, eu lhe perguntei, porque ela dava dinheiro a ele, para que fosse beber, já que ele estava desempregado. Perguntei se ele a ameaçava ou agredia. Ela me disse:  " - Não, ele não me ameaça. Eu dou dinheiro, porque eu o amo".  "- Amor?"- eu respondi - "que espécie de amor é esse, que colabora com o sofrimento, que ajuda o seu marido a piorar a cada dia? Isso não é amor".  Obviamente, que a partir daí, a "ficha" começou a cair para ela. Começamos uma terapia com florais. Ela viu que estava cometendo um erro e parou de dar dinheiro ao seu marido para beber. Eu também passei receitei um spray floral para ser borrifado no ambiente. Em pouco tempo o marido dessa senhora parou de beber. Depois, ela me contou que ele chegou a ir a uma reunião do A.A. - Alcólicos Anônimos - e disse que entendeu o sofrimento que estava fazendo ela passar. Ele nunca mais precisou voltar ao A.A. e nunca mais voltou a beber.



As vezes, o amor exige de nós posturas firmes. Exige que não sejamos coniventes com o vício, a queixa e dor do outro somente porque amamos. As vezes, amamos um pilantra, um bandido e sabemos que a melhor forma de amá-lo é mantendo a distância ou não aceitando as mentiras, ou fingindo que não sabemos dos problemas.

Quando amamos de fato, não precisamos controlar a vida dos outros. Muito pelo contrário, damos força e asas aqueles que amamos para que voem alto, mesmo que isso signifique não ficar com ele(a) próximo da gente.

Carência, ciúmes, necessidade de obter atenção, medo de perda, aqueles joguinhos insuportáveis e tantas outras coisas que, normalmente, justificam as discussões, as brigas entre famílias, nada tem a ver com amor, mas com nosso ego,ou seja, nosso egoísmo, aquele ideia de posse e controle.

Esses problemas precisam ser tratados e, é para isso, que existem as terapias. Não exite em procurar um terapeuta. Lembre-se, você não pode mudar ninguém. Mude a você mesmo(a)!




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