Controle e Excesso de Crítica - O signo de Virgem - e uma Reflexão.



Escrevi esta reflexão pensando, especialmente, nos virginianos. Todo mundo sabe que o signo de Virgem tem como principal característica a meticulosidade e o excesso de crítica. Esse exagero com os mínimos detalhes é, tanto o ponto forte do virginiano, como também, seu ponto mais fraco. 

Virginianos possuem, em geral, as seguintes características:

  • Gostam e precisam de estabilidade
  • São extremamente racionais
  • São muito analíticos
  • São muito autocríticos
  • São organizados
  • São extremamente práticos
  • São realistas
  • São muito trabalhadores
  • São fechados
  • São muito certinhos
  • São poupadoras demais


O texto a seguir é dedicado a todos que são extremamente controladores. Boa reflexão!




O Barco da Vida


Imagine-se em um barco. Você é a capitã deste barco. Você tem o controle do barco em suas mãos e pode manejá-lo como quiser. O leme está em suas mãos. Você conhece minuciosamente cada detalhe do seu barco. Você cuida dele da melhor forma e sabe que está tudo em ordem. Tudo perfeito! E você sente que tem o controle total do barco.

Você, então, lança-se no grande oceano em seu barco perfeito, o qual você tem o controle. Está indo rumo a uma grande aventura, em busca do seu sonho e da sua realização pessoal. Verifica cada equipamento, as condições do tempo e zarpa prontamente, sem perder tempo.

Acontece, que, em determinado momento, as condições do tempo mudam inesperadamente. Seu barco começa a sacudir de um ladro para o outro e as coisas começam a não sair exatamente como você planejou. Você começa a analisar a situação e fazer inúmeras críticas sobre como o tempo está ruim, sobre o comportamento do barco, sobre a sua tripulação, sobre tudo que você observa que não está saindo como o esperado, ou sobre como deveria ser.

Depois, de algum tempo vivendo nesta situação, você adquiriu mais experiência em sua viagem e aprendeu muito, porém, continua sempre criticando e tentando fazer tudo de maneira mais perfeita possível – que é como você pensa ou acha que deveria ser, de acordo com seus condicionamentos, ou seja, seu sistema de crença e seus valores.

Por mais que você trabalhe, por mais que você se esforce, as coisas parecem que nunca são do jeito que deveria ser. Sempre falta alguma coisa, um pequeno detalhe, que poderia ser melhor ou diferente, talvez mais eficiente, algo que poderia ser melhorado.

Às vezes você se sente muita cansada com isso, porque esse barco e essa viagem, e os tripulantes, exigem muito de você. Cada detalhe exige muito de você e você perde muito tempo e muita energia, colocando e controlando todos esses pequenos detalhes. Às vezes fica até mesmo estressada com isso Você sempre precisa trabalhar muito, nunca está satisfeita com os resultados. Gostaria de parar em alguma ilha e descansar algum tempo, mas sempre tem mais trabalho a ser feito.

E, o mar, sempre surpreendendo. O mar não obedece a nenhuma lógica, nem o vento. Está agitado, quando deveria estar calmo, e vice versa. Tem hora, que você não consegue compreender o mar. O mar e o vento, sempre trazem surpresas inesperadas.

Agora, você já viajou bastante e inclusive já observou as estrelas. E, um pensamento, começa a passar pela sua cabeça. Talvez, você não tenha tanto controle assim. Você agora sabe que pode controlar o barco, mas não pode controlar o mar, nem o vento. É apenas um barquinho, no grande mar da vida, e você como capitã, percebe que você tem o comando do barco, mas não tem o controle sobre todos os fatores que influenciam o barco. Você está no comando, mas não no controle.

Na vida, a gente precisa a prender a lidar com o imponderável, tudo aquilo que a gente não tem o mínimo controle. A maior parte da existência a gente não tem o mais remoto controle. Mas você tem e pode ter o comando da sua vida, do seu barco.

“Navegar é preciso, viver não é preciso”.


Este é um bom lema e senha – mantra – para você. Repita-o sempre e solte-se! A vida vai ficar mais leve e divertida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As Longas Colheres

O Jardim como Forma de Terapia

Origem e Formação dos Cristais