A Alquimia
Não sei precisar exatamente em que momento
comecei a desenvolver meu interesse pela alquimia. O processo todo se deu em
fases. Algumas vezes, o interesse era maior e então o
processo se interrompia para depois, surgir em algum ponto, onde, alguma nova
informação parecia fazer sentido e se encaixar perfeitamente.
No entanto, um momento marcante, foi uma
conversa que tive com meu mestre sobre alquimia. Para minha surpresa, não
apenas ele conhecia o assunto, como também parecia se interessar. No dia
seguinte, ele surgiu com um grande e volumoso livro contendo textos alquímicos de
diversos autores. Apresentou-me o livro e emprestou-me para que eu o lesse com
calma.
Eu fiquei absolutamente impactado e me
senti estimulado a estudar alquimia até onde pudesse compreender. Sabia, por tentativas anteriores, que
tentar penetrar nos segredos da alquimia seria praticamente impossível, a não
ser que eu pudesse estar, de alguma forma, preparado, e tivesse capacidade para
compreender o material. De, outra maneira, não teria sido estimulado a realizar
um estudo que não me levaria a lugar nenhum.
A alquimia, como todo mundo sabe, tem como
objetivo transmutar metais comuns em ouro. Tal proeza só pode ser realizada
através da pedra filosofal, que o alquimista precisa aprender a preparar em seu
laboratório.
Grande parte do material alquímico é
complexo e praticamente impossível de penetrar para uma pessoa comum, que tem
apenas curiosidade, ou que está em busca da fórmula secreta da transmutação do
ouro. No
entanto, eu tinha algumas informações importantes e sabia do contato existente
entre a alquimia e a Tradição.
Se a alquimia era, como eu achava, algum
tipo de escola que existiu ligada a Tradição, a sua linguagem poderia ser
entendida através dos termos de referência corretos. Precisava, então,
encontra-los.
As primeiras referências surgiram logo.
Comecei a perceber em textos, histórias e livros da Tradição temas relacionados
com a alquimia. Assim, era óbvio, que com algum esforço e dedicação poderia compreender
o que pretendiam os alquimistas medievais.
Os textos alquímico utilizam alegorias. A
chave para compreender a alquimia, assim como o tarot está na compreensão
destas alegorias. A linguagem simbólica é hermética para quem não conhece
a interpretação de suas alegorias, mas, se abre de maneira incrível quando consegue-se perceber o significado alegórico.
Tanto a alquimia como o tarot são
linguagens análogas. E no próprio tarot podemos ver representado algumas fases
do trabalho alquímico.
Ainda sobre a alquimia, fica evidente que
durante séculos a curiosidade e talvez até mesmo a ambição humana, criou um
fenômeno muito interessante. Assim, existem tanto textos originais e
alquimistas verdadeiros como charlatões e falsificações.
A literatura alquímica foi muito antes de
nossa era digital, globalizada, e, seria necessário uma existência inteira todo
dedicada ao tema para tentar compreende-la. Mesmo que, tal empreitada fosse
possível, o estudante poderia chegar ao fim de sua vida frustrado, sem conseguir
entender absolutamente nada.
Portanto, desaconselho o estudo da
alquimia, principalmente, para neófitos, curiosos ou ambiciosos e preguiçosos,
que gostariam de encontrar a fórmula para obter ouro e não precisarem
trabalhar.
Mas, estimulo o estudo da alquimia para todos que verdadeiramente querem realizar uma jornada evolutiva de crescimento interior. Para este, gostaria de dizer que o cominho alquímico é duro, exige dedicação e o empenho. É um caminho para a vida toda. Não há promessas, não há recompensas. Você, certamente, jamais conseguirá transformar chumbo em ouro, mas, no final, terá alquimizado a você mesmo. Então, você terá encontrado o seu tesouro.
"Visita Interiorem Terrae, Rectificando, Invenies Occultum Lapidem".
Visita o Centro da Terra, Retificando-te, Encontrarás a Pedra Oculta (ou Filosofal). Filosoficamente essa sentença quer dizer: Visita o Teu Interior, Purificando-te, Encontrás o Teu Eu Oculto, ou, "a essência da tua alma humana".
Mas, estimulo o estudo da alquimia para todos que verdadeiramente querem realizar uma jornada evolutiva de crescimento interior. Para este, gostaria de dizer que o cominho alquímico é duro, exige dedicação e o empenho. É um caminho para a vida toda. Não há promessas, não há recompensas. Você, certamente, jamais conseguirá transformar chumbo em ouro, mas, no final, terá alquimizado a você mesmo. Então, você terá encontrado o seu tesouro.
"Visita Interiorem Terrae, Rectificando, Invenies Occultum Lapidem".
Visita o Centro da Terra, Retificando-te, Encontrarás a Pedra Oculta (ou Filosofal). Filosoficamente essa sentença quer dizer: Visita o Teu Interior, Purificando-te, Encontrás o Teu Eu Oculto, ou, "a essência da tua alma humana".

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