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Sopa de Pato

Saído de algum lugar das profundezas do país, um parente distante de Nasrudin veio visitar o mulla e trouxe-lhe um pato de presente. Encantado, Nasrudin mandou cozinhar a ave e partilhou-a com o hóspede. Depois disso, entretanto, um conterrâneo depois do outro começou a visitá-lo, cada um deles dizendo ser amigo do amigo do “homem que lhe trouxe o pato”. Mas nenhum outro presente lhe foi oferecido. Finalmente, o mulla exasperou-se. E, um dia, outro estranho apareceu. — Sou amigo do amigo do amigo do parente que lhe trouxe o pato — e sentou-se, como todos os outros, esperando uma refeição. Nasrudin estendeu-lhe uma tigela de água quente. — O que é isso? — perguntou o homem. — É a sopa da sopa da sopa da sopa da sopa do pato que me foi trazido pelo meu parente — respondeu Nasrudin.

Quem Sou Eu?

Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com a turbulenta multidão de Bagdá. Nunca havia visto um lugar tão grande e confundiam-lhe a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas. – Num lugar assim – refletia Nasrudin, – fico imaginando como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas, para saberem quem são" Então pensou: – devo recordar-me bem de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo. Mais que depressa procurou um alojamento para viajantes. Um sujeito brincalhão estava numa cama próxima daquela que Nasrudin ia ocupar. Nasrudin pensou em fazer a sesta, mas tinha um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar. Falou do problema ao vizinho. – Muito simples – disse o brincalhão – aqui tens um balão; basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir; quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem é você. Nasrudin disse: – Excelente idéia!. Algumas horas depois Nasrudin acordou e procurou o balão e achou-o amarrado na pe...

Um Mestre Diferente

Nasrudin estava sendo esperado em uma cidade. Praticamente, toda a população estava reunida na praça para ver o Mulla falar. Nasrudin olhou para aquelas pessoas e perguntou: — Você sabem sobre o que vou falar hoje? Todos responderam ao mesmo tempo: — Não! — Se vocês não sabem o que vim falar eu me retiro — e foi embora. Tempos depois a população conseguiu que Nasrudin voltasse à cidade para falar. Mas, combinaram que se ele perguntasse novamente se sabiam o que ele ia falar, eles diriam que sim. Quando Nasrudin perguntou: — Você sabem sobre o que vou falar hoje? — Sim! - disse o povo aglomerado, ansioso para ver o que Nasrudin tinha a dizer. Nasrudin disse então: — Se vocês já sabem, eu não preciso falar nada! — e se retirou. Então, passado um tempo, conseguiram fazer com que ele voltasse lá, mais uma vez, para falar. Dessa vez combinaram que metade diria que sim, e metade que não. Nasrudin então fez sua clássica pergunta: — Povo deste lugar, vocês sabem sobre o ...

O hospitaleiro Nasrudin

Certo dia, Nasrudin estava de gozação com pessoas de um grupo sobre como era a sua tremenda hospitalidade. Uma das pessoas, ansiosa por fazer com que Nasrudin provasse aquilo que falou sobre si mesmo, perguntou:  Bem! Você levará todos nós para a sua casa e nos brindará com uma refeição, certo? Nasrudin concordou e conduziu o grupo no sentido de sua casa. Ao chegar lá, ele disse para eles:  Esperem aqui fora para que eu possa fazer com que minha esposa saiba o que está acontecendo. Ele entrou e falou com ela. Ela então respondeu, dizendo: Nós não temos comida nenhuma. Você deve mandá-los embora! Tenho certeza de que não posso fazer isso! Ele respondeu fazendo um grande alarme - minha reputação sobre a hospitaliedade está aqui em jogo! Bem, sua esposa disse, esconda-se lá em cima, e se eles começarem a chamar por você, eu lhes direi que você não está aqui. Então, Nasrudin fez o que ela disse e deixou seus convidados esperando do lado de fora. Depois que algum tem...

Como Obter o Conhecimento sem Dificuldades... Conto de Nasrudin

Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: "Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?" Logo juntou-se um grande número de pessoas, todas gritando em coro: "Queremos, queremos!" "Excelente!", disse o Mullá. "Era só para saber. Podem confiar em mim. Vou contar tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim."